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PF investiga ataques hackers contra deputados que apoiaram projeto para tratar aborto após 22 semanas como homicídio

PF investiga ataques hackers contra deputados que apoiaram projeto para tratar aborto após 22 semanas como homicídio

Com informações do Blog do Márcio Rangel

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (2) uma operação para investigar um grupo suspeito de realizar ataques cibernéticos contra deputados federais que apoiaram o projeto de lei que pretende tratar o aborto realizado após 22 semanas como homicídio. Segundo a PF, os ataques derrubaram sites e provocaram instabilidade em plataformas usadas por esses parlamentares, prejudicando a comunicação oficial e o trabalho legislativo.

A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e Curitiba e contou com apoio internacional para rastrear a atuação dos suspeitos fora do país. A PF não divulgou os nomes dos deputados afetados. As investigações apontam que o grupo teria agido de forma coordenada para pressionar ou desestabilizar parlamentares envolvidos no debate sobre o projeto, que no ano passado já havia provocado forte reação da sociedade e do Congresso.

O texto em discussão prevê que abortos realizados depois da 22ª semana sejam enquadrados como homicídio simples, o que aumentaria significativamente a pena para mulheres e pessoas envolvidas no procedimento. Embora o projeto tenha tido sua tramitação acelerada, o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), recuou após protestos e decidiu que a proposta seria analisada por uma comissão especial, etapa que não avançou sob a atual gestão da Casa.