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Em Davos, Trump diz que quer negociar compra da Groenlândia sem uso da força

Em Davos, Trump diz que quer negociar compra da Groenlândia sem uso da força

Com informações do Blog do Márcio Rangel

Durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, nesta quarta-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que o país tem interesse em negociar a compra da Groenlândia, território autônomo que integra o Reino da Dinamarca. Segundo ele, a aquisição não envolveria o uso da força.

Trump disse que a proposta segue exemplos históricos de compra de territórios e classificou a iniciativa como uma questão de segurança estratégica. De acordo com o presidente, o interesse dos EUA não está ligado à exploração de recursos minerais, mas à localização geopolítica da região.

O presidente afirmou ainda que a Dinamarca investe pouco na defesa da Groenlândia e que apenas os Estados Unidos teriam capacidade de garantir a segurança do território. Ele também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), alegando que os EUA arcam com grande parte dos custos da aliança e não recebem contrapartidas equivalentes.

Venezuela

Ao comentar a situação da Venezuela, Trump defendeu ações recentes de seu governo no país sul-americano e afirmou que empresas petrolíferas estariam se alinhando aos Estados Unidos para a exploração de petróleo. Segundo ele, essa movimentação já estaria contribuindo para a redução dos preços dos combustíveis no mercado norte-americano.

Política interna e Europa

No discurso, Trump também fez balanço de políticas internas, destacando crescimento econômico, geração de empregos, redução da inflação e do déficit fiscal. Ele voltou a criticar o presidente do Federal Reserve (FED), Jerome Powell, e afirmou que anunciará um novo comando para o banco central.

Sobre a Europa, Trump disse que o continente segue “na direção errada”, criticando políticas energéticas baseadas em fontes renováveis e medidas relacionadas à imigração. Ele reforçou a defesa do uso de tarifas comerciais como estratégia para equilibrar relações econômicas internacionais.

Por Rodrigo Silva (@rodrigosilvaon)