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Acidentes de trânsito crescem quase 140% entre Lagoa Seca e CG, diz PRF; confira balanço completo

Acidentes de trânsito crescem quase 140% entre Lagoa Seca e CG, diz PRF; confira balanço completo

Com informações do Blog do Márcio Rangel

Subiu de 18 para 43 o número de acidentes de trânsito registrados em apenas um ano na BR-104, entre os municípios de Lagoa Seca e Campina Grande. O trecho compreende a área da rotatória do antigo Lindão, na Rainha da Borborema, até a ponte do Quicé, no sentido do município de São Sebastião de Lagoa de Roça. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e apontam um crescimento de quase 140% nas ocorrências.

De acordo com a PRF, entre janeiro e dezembro de 2025 foram contabilizados 43 acidentes. No mesmo período de 2024, esse número era 18 registros. A notificação de mortes no local se manteve em um caso por ano.

Segundo o chefe da 2ª Delegacia da PRF em Campina Grande, Jocênio Braga, pelo menos 60% das ocorrências registradas no trecho envolveram uma ou duas motocicletas.

Os dados também mostram aumento no total de vítimas feridas. Em 2025, foram registradas 30 pessoas com ferimentos leves, contra 19 do ano anterior. Já o número de feridos graves mais que dobrou, passando de 7, em 2024, para 16 neste ano.

Ainda conforme a polícia, as colisões com maior incidência no trecho são as traseiras e transversais. A corporação explica que esse tipo de acidente é típico de áreas com interrupção do fluxo de veículos, em razão da grande quantidade de acessos à rodovia.

Sobre a instalação de lombadas, Jocênio Braga classificou os dispositivos como um “mal necessário”. Ele explicou que nada deveria interferir no fluxo de uma BR, entretanto atribuiu a presença das lombadas à crescente urbanização, ao aumento da frota de veículos e à abertura de acessos para condomínios construídos às margens da pista.

Jocênio acrescenta que, apesar de impactarem o tráfego, as lombadas têm como principal objetivo reduzir a velocidade dos meios de transporte e, consequentemente, diminuir os índices de acidentes.

Por Yago Fernandes