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Após vereadores serem barrados de reservatório, CMCG emite nota informando que possui competência para fiscalizar estrutura

Após vereadores serem barrados de reservatório, CMCG emite nota informando que possui competência para fiscalizar estrutura

Com informações do Blog do Márcio Rangel

A Câmara Municipal de Campina Grande emitiu uma nota oficial após um grupo de vereadores serem impedidos de entrar em um reservatório da Cagepa, nesta quarta-feira (26). Em seu comunicado, a Câmara informou que ” que possui plena competência constitucional e legal para fiscalizar os reservatórios, obras e estruturas operadas pela CAGEPA dentro do território do município, mesmo sendo a empresa vinculada ao Governo do Estado”.

Confira a nota completa:

”A Câmara Municipal de Campina Grande comunica à população que possui, sim, plena competência constitucional e legal para fiscalizar os reservatórios, obras e estruturas operadas pela CAGEPA dentro do território do município, mesmo sendo a empresa vinculada ao Governo do Estado. Essa prerrogativa decorre de três fundamentos claros:

  1. A água e o esgoto são serviços públicos municipais

A Constituição Federal determina que o serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário é de interesse local, cabendo ao Município organizá-lo e fiscalizá-lo, ainda que sua execução seja delegada a outro ente.
Por isso, mesmo quando uma empresa estadual opera o sistema, a titularidade continua sendo do Município, e a Câmara tem o dever de fiscalizar como esse serviço está sendo prestado.

  1. O Contrato de Programa firmado entre o Município e a CAGEPA obriga o Município a fiscalizar a empresa

O documento que autoriza a atuação da CAGEPA em Campina Grande estabelece que:
• o Município pode exigir que a CAGEPA refaça obras e serviços defeituosos;
• deve acompanhar obras, ampliações e manutenções;
• deve comunicar irregularidades técnicas à Agência Reguladora (ARPB);
• deve garantir infraestrutura e supervisionar a execução do serviço dentro da cidade.

Essas obrigações deixam claro que o Município continua sendo responsável pela adequada prestação do serviço.
E se o Município deve fiscalizar, a Câmara tem o dever constitucional de fiscalizar o Município e todos os contratos firmados pelo Poder Executivo.

  1. Diante do rompimento recente de um reservatório, a fiscalização se torna ainda mais necessária

O rompimento de uma estrutura da CAGEPA em Campina Grande resultou em danos materiais, prejuízos sociais e risco à vida humana.
Em situações como essa, a atuação fiscalizatória da Câmara:
• protege a população,
• verifica falhas estruturais,
• aponta responsabilidades,
• e previne novos acidentes.

Trata-se de uma obrigação institucional e moral do Poder Legislativo.

A Câmara não invade competência alguma — ela cumpre seu dever

Toda fiscalização realizada pelos vereadores ocorre dentro dos limites legais e tem como único objetivo garantir a segurança, a transparência e a boa prestação dos serviços públicos essenciais.

A população de Campina Grande tem o direito de saber se os reservatórios, tubulações e obras da CAGEPA estão realmente seguras.
E a Câmara Municipal tem o dever de verificar isso.

Compromisso com a cidade

O Poder Legislativo reafirma seu compromisso de atuar de forma firme, responsável e transparente, sempre em defesa da vida, da segurança e do interesse público.

Campina Grande merece proteção, respeito e prestação de serviços com qualidade.
A Câmara seguirá vigilante.

Campina Grande, 26 de novembro de 2025 .

Saulo Messias Garcia Ribeiro ( Saulo Germano) – Vereador Presidente”.