Com informações do Blog do Márcio Rangel
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, aposta em uma boa relação com parlamentares do Centrão e da direita para ser aprovado tanto na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) quanto no plenário do Senado. Para assumir a cadeira, é necessário o apoio de ao menos 41 dos 81 senadores.
Messias, que já teve contato com parlamentares de diferentes matizes político-ideológicas na AGU, pretende iniciar o corpo a corpo no Senado justamente com as bancadas de centro e de direita, assegurando que sua atuação no STF será marcada por critérios técnicos e não ideológicos. O pernambucano, evangélico desde os 4 anos, também espera receber apoio da chamada bancada da Bíblia, mantendo a posição de que não se mistura religião com política: “Não me considero um ministro evangélico. Sou um evangélico ministro. Não faço da minha fé uma base política”, afirma.
O processo de aprovação inclui a indicação de um relator na CCJ pelo presidente do Senado, a sabatina e a votação secreta na comissão. Se aprovado pela maioria simples, o nome segue para o plenário, onde precisa da maioria absoluta. Aliados de Messias avaliam que conhecer bem os bastidores do Senado, onde já foi chefe de gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA), será fundamental. Apesar da expectativa positiva, há incertezas, lembrando que a recondução de Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República teve uma aprovação apertada, com 45 votos favoráveis e 26 contrários.






